
Medo de abrir aquela porta. A porta que leva ao lugar mais… - a que lugar leva? Será um lugar de alegrias ou tristezas? Que ou quem reside lá? Ou ainda reside lá? Talvez um par de incertezas.
Há muito que tranco uma porta que já nem sei para onde vai dar. Tenho recordações boas e más de quando a tinha aberta. Ou talvez sejam só recordações. Se são boas ou más é indiferente porque tudo na vida seja ela boa ou má ensina-nos alguma coisa. Sei que fui eu que a trancou. Sou eu que tenho a chave e só lá entra quem eu deixar. E talvez o problema seja esse.
Esta porta que mais parece um muro de Berlim… foi construída por necessidade… separando-me de sentimentos exaustos de outrora. Como ossos partidos que com o tempo se curaram.
Quando curam ficam mais fortes nessas zonas. Se partirem outra vez, já partem ao lado. Também nós somos assim, aprendemos com os nossos erros. Deixamo-nos partir em certas zonas e sempre diferentes mas, deixamo-nos partir varias vezes.
Nós somos como um osso. - Leva tempo mas cura.
Como sabem este tipo de lesões deixam sempre marcas. - Nunca é a mesma coisa.
Eu posso dizer que já parti muitos ossos e também já ajudei a partir. Gostava de ser corajoso e ter partido mais ossos ainda. Mas não; escolhi ser cauteloso, apesar de nos tempos que correm não ser nada fácil.
Sei que tolerei bastante e também não fui fácil de tolerar. Tenho consciência disso. Mas levar engessado à espera de curar um osso é situação que não gostava de repetir.
Sei que ao abdicar desta porta resta-me o trilho da incerteza. Isolamento para sempre talvez. Gostava de ter coragem para a abrir. Mas não acho de momento motivo que me vença. Já passei a fase do aéreo de que tanto tenho saudades. Sinto que fujo de qualquer responsabilidade com medo que ela se transforme. Talvez a melhor coisa a fazer será abrir as asas e voar novamente. Ir aterrando de porto em porto. Seja ele seguro ou inseguro. Aterrar e levantar quando quiser.
Dos portos que conheço, o medo de aterrar até não é muito, mas prefiro pairar sobre eles para ter a certeza que consigo aterrar em segurança.
Criei valores muito altos para mim, então agora não aterro num porto por aterrar.
Está confuso eu sei. Todo o medo é confuso.
Ou talvez esta confusão me provoque medo…
Qualquer dia queres abrir a porta e não consegues... Como tu próprio disseste, tiveste recordações boas quando tinhas a porta aberta.
ResponderExcluirSe não abrires, nunca vais saber o que te espera.
Força, abre :)
Um beijinho
Como é possível, uma personagem como tu: alegre, optimista e mto extrovertida; cair nessa incerteza? Acredita que eu nunca te conheci assim. Daqui a pouco há 4 anos que andas solteirinho. Deixas-me de coração partido só de saber.
ResponderExcluirE pelo que leio aqui andas mto romântico… cheira-me a paixoneta NÃO!?!?
Logo me contas lol
beijo
joãozinho és um querido!!!
ResponderExcluirdesde já dou-te os parabéns pois escreves muito bem... tens veia pa coisa sim sr.
engraçado como tb eu ja senti ou as vezes tb sinto esse medo. não tem nada a haver com o "medo" que teimávamos dizer em Leiria. que não era medo nenhum, simplesmente era altamente lol. este não, este não sei se o sentes como eu mas este custa pa *******... enfim desde que não dure para sempre, até faz bem =D
mas joaozinho tu não desistas de nós!!! vais ver, mais tarde ou mais cedo achas a tua alma gémea :oD
muitos beijos
és um fofo como sempre
Sir. Ptm, com medo???
ResponderExcluirHOOOO amigo se tu tens medo, os outros borram-se todos eh eh eh
Saudades dos tempos de faculdade... os Engatatvnvs não tinham medo... mas tinham sede lol...
Francisco M.