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domingo, 28 de março de 2010

Sessão Fotográfica

É deveras uma arte… já participei em algumas. Tenho a minha ideia de o que é estar na direcção daquela óptica de alta definição e por detrás de uma. Acredite-se ou não, são duas situações que exigem uma grande sabedoria.

Este post surgiu devido a uma mera conversa no sábado à noite. Como é um tema muito actual ao qual os jovens procuram ingressar. Todos em busca de qualquer coisa. Por vezes gosta-se da noção de se ser “modelo”. É um mundo ingrato, como tudo, vale a pena lutar quando se acredita nele.

sábado, 20 de março de 2010

Mundo que me rodeias… que se passa contigo?



Estou assustado com o que os meus olhos têm visto ultimamente. Nunca vi com tanta clareza a ruptura que nos une. O que é que procuram vocês para alem do vosso próprio mundo? Que tristezas são essas? Abram a pestana, olhem à vossa volta. PORQUE EXISTEM MUITOS QUE DARIAM TUDO… MAS TUDO, PARA FICAR NO VOSSO LUGAR.

Nunca senti um aperto tão grande com o que os meus olhos viram. Parei por completo uns minutos para tentar perceber o que estava perante os meus olhos. Não quis acreditar e pensei que estava a sonhar. Por vezes dou comigo a reviver aquele momento. As lágrimas que me correram não explicam nem um dedinho do que estava ali.

“Que vontade de viver” - pensei eu; quando razões para tal não havia.
Ilha da Madeira, 2010

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Someware over the rainbow…


. . . way up high,
interpretada por Israel Kamakawiwo'ole, um descendente de uma linhagem pura de nativos havaianos. Ouvi-a ainda a pouco nos créditos do filme Joe Black que estava a dar no canal Hollywood. Num ápice fui à Net e neste momento estou a saborear uma injecção de 5 horas. É praticamente narcótica esta música.
Mas, não foi por isto que vim escrever este post. A verdade é que estou aqui na companhia de um amigo e fui confrontado com uma situação melindrosa.
Afinal de contas estamos no final de mais um louco verão, avizinha-se um longo inverno e as contas à lenha, mantas e agasalhos começam a se notar.
Pelo meio recordam-se noites de loucura em que se dormia todo nu, sem lençóis, janela aberta e desfrutando da companhia feminil. Relembra-se aquela curte que marcou mais. Corre-se os contactos dos telemóveis em busca daquele número cujo nome começa por uma letra que já nem nos lembramos. Dai dar jeito colocar notas tipo: curte de dia 8; jantarada do dia 9; - coisas assim. Mas ao ligar, vai-se dizer o quê? “- Olá tudo bem!” lol
A verdade é que não se sabe o que dizer. Os sentimentos trocam-nos, opta-se por mandar uma SMS e fica-se à espera. Tudo isto dá com qualquer um em doido.
E este é mais ou menos o dilema.
Meio parvos; eu a escrever isto no portátil, ele a falar e a olhar para o que escrevo.

- Ficou porreiro?
- Epah… mas acho que está pouco.
- Então eu continuo a escrever.

Depois de uma longa pausa, em que ficamos embasbacados a olhar para a televisão. Canal Hollywood, muito à frente. Enfim.
A vida tem com cada coisa, - já viram? É uma constante a luta em busca da pessoa certa, que no meio de tantas erradas nos fazem desacreditar na existência de pelo menos uma certa. Mas isto deve ter a sua lógica. Como seres afectivos que somos, todos gostamos de dar e receber. Se possível dar sempre mais que receber. Seria um autêntico conto de fadas com um final feliz. Mas, há algures quem não ache o mesmo. Talvez por motivos de equilíbrio. Nem tanto ao mar nem tanto à terra; - à beira mar! Então mentimos, enganamos e brincamos com sentimentos alheios proporcionando-lhes na maioria das vezes sofrimento. E fazemo-lo porque é fácil. Complicado será fazer bem. Mesmo por vezes aqueles; os melhores amigos, camaradas, sangue do nosso sangue. Até esses na melhor das suas intenções nos magoam. Por vezes o dar a comida é insignificante, quando ensinar a cultivar que é realmente proporcionar alimento de um modo sustentável, não. Fazer caridade fica-nos bem? Sim! Ajudar mesmo? Não!
Parece mais uma brincadeira de mau gosto, acompanhada de um final ainda pior.
Por vezes dou comigo perdido em pensamentos, frases e imagens que surgem quando fecho os olhos. Aquele sorriso simples e tímido seguido de um olhar gracioso. Só a paz que sinto quando estou ao seu lado. Não nego, por vezes sonho acordado e se sabe bem. Só um bocadinho que seja sinto logo um arrepio e um aperto no coração. Depois esta música não ajuda muito. Ainda a ouço.
Já ouvi muita coisa. Esta certamente não é como as outras. Modernices cá para mim.
Acreditem ou não… Há algo de mágico nesta música.
Já a cantei, imprimi a letra e depois de já a ter ouvido uma centena de vezes, ela continua a tocar. Sempre com a mesma energia e ritmo. Quem me dera que muita coisa na vida se mantivesse assim. Ou talvez não.
Mas, há também uma coisa que me deixa inquieto. Aliás, até há duas coisas que me deixam inquieto. O facto do meu pai me querer passar a pasta definitivamente. Engraçado que me preparo para isto já há algum tempo e agora chegada a hora fiquei com receio. Habituado a o ter sempre por perto, confrontando ideias e conhecer a experiencia que a idade lhe acarretou. Ficar agora desmembrado dá que pensar. Por um lado até é bom estar assim, é sinal de que pondero bastante as situações.
Por fim, a segunda inquietude que me persegue é uma paixão. Paixão essa que não procurei e ela alojou-se em mim indevidamente. Sem pedir permissão, mas eu também deixei. E deixei consciente de que me estava a apaixonar. - Possas pahh… Mais uma vez a sentir o coração apertado, levar horas a sonhar, ouvir musica, fechar os olhos e perder completamente a noção do tempo que custa a passar. Tentar manipular os sonhos em busca de viver essa paixão sem comprometer a nossa amizade. Sim em sonhos.
É bonito este sentimento. Tento contentar-me por saber que o sinto. Forte e impaciente por tomar conta de mim mas, eu controlo-o. É mais fácil do que pensava. Depois desta minha impaciência já ter sido chamada à razão por várias vezes, hoje sei o que sinto e até sei explicar porquê. Outrora não o saberia. E pode parecer que tudo isto já perdeu a piada, mas não. Seria uma intrujice se o afirmasse. Este sentimento é como um balão que enche, enche e nunca rebenta.

Isto foi só um desabafo entre dois amigos… uma mistura de duas histórias um quanto parecidas.

Obrigado Jorge

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Verde - Maduro Vs Maduro - Podre


Já não se pode esperar que uma organização para a qual se trabalha dure muito tempo. E a razão é simples: imaginando começar a trabalhar aos 30 anos, quando chegar aos 60 é bem provável que essa organização esteja mentalmente cansada e os seus colaboradores, apesar de serem bastante bons na sua função, já não aprendem grande coisa. Agora imaginem 40 ou 50 anos no mesmo tipo de trabalho. Como é depois possível contribuir alguma coisa à espera que o seu trabalho se torne novamente um desafio e uma satisfação. Apesar de só ter ainda 3 anos de trabalho, presencio e convivo com quem tem muitos mais. Chego a concluir que daqui a uns anos, qualquer pessoa se comece a deteriorar, aborrecer, a perder toda a alegria no trabalho, ou seja “reformam-se continuando ainda a trabalhar” e tornam-se um fardo para eles próprios e para todos os outros á sua volta.

domingo, 19 de julho de 2009

A crítica




Certo modo criticar é fácil. Arrisca-se muito pouco e aprecia-se estar acima daqueles que presenteiam o seu trabalho. Crinein, que significa separar e julgar, é um espírito que preserva o que merece ser afirmado e põe em dúvida a pretensão daquilo que vai além do seu domínio de aplicação e, portanto, não merece ser afirmado. Pertencendo à ordem de um acto de espírito que duvida antes de afirmar, a crítica pertence, então, à ordem da liberdade de espírito. Esta liberdade vai notar-se no decurso deste blog, onde a minha intenção não é a de falar mal, mas também não tenciono falar bem lol...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Encarar a vida com maturidade


Alguém me disse um dia que um homem tende a viver à altura das expectativas dos seus pais, ou corrigir os erros que eles cometeram. Tenho consciência que faço um pouco das duas coisas.
Mas os sonhos dos meus pais não são os meus.
Apesar de ter crescido dentro dos seus valores e de me terem indicado o melhor caminho, eu é que tive de o percorrer.
Não duvido que são as pessoas que mais gostam de mim, mas por vezes esse gostar não nos deixa crescer. Ainda hoje sou considerado “filho rebelde” por ver o mundo com os meus olhos e acreditar em realidades um pouco distantes. Pois só eu sei o quanto me custou percorrer esse caminho. E essa experiência foi única. Ninguém a viveu intensamente como eu. Ninguém sabe o que senti nem o que pensei.
Assim como eles foram a evolução da geração dos seus pais, eu sou a evolução da geração dos meus.
Nunca o mundo assistiu a tamanha evolução como nestes últimos anos, logo as mentalidades encaram Presentes e Futuros muito diferentes. O meu Presente é o Futuro deles. E eu certamente conjecturo um Futuro que não embute na quimera deles.
Este choque de gerações leva a incansáveis controvérsias, onde a autoridade paternal tem o direito de veto por razões óbvias. Mas nem sempre acompanhada por razões lógicas.
E são essas, as razões lógicas pelas quais lutamos exaustivamente. E emprego este palavrão pois sinto-o muitas vezes. Consciente de tudo isto, sei o que os leva a vetar. E que por vezes esse direito não é usado em nome da razão, nem possui argumentos válidos.
Fruto, - um inevitável sentimento de injustiça do qual não consigo fugir. Por muito que refute tal sentença, o corpo não aceita baixar os braços.
E aqui reside a maturidade, a qual vamos construindo no meio de muitas aprovações e maiores negações. Por vezes, em debate com os próprios aliados, em busca de sabedoria. Calcula-se facilmente que as nossas falhas como filhos só revelam a falha deles como pais. Certamente fizeram o melhor que conseguiram. Tomara fazermos o mesmo; - o dever será fazer melhor.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O medo


Medo de abrir aquela porta. A porta que leva ao lugar mais… - a que lugar leva? Será um lugar de alegrias ou tristezas? Que ou quem reside lá? Ou ainda reside lá? Talvez um par de incertezas.
Há muito que tranco uma porta que já nem sei para onde vai dar. Tenho recordações boas e más de quando a tinha aberta. Ou talvez sejam só recordações. Se são boas ou más é indiferente porque tudo na vida seja ela boa ou má ensina-nos alguma coisa. Sei que fui eu que a trancou. Sou eu que tenho a chave e só lá entra quem eu deixar. E talvez o problema seja esse.
Esta porta que mais parece um muro de Berlim… foi construída por necessidade… separando-me de sentimentos exaustos de outrora. Como ossos partidos que com o tempo se curaram.
Quando curam ficam mais fortes nessas zonas. Se partirem outra vez, já partem ao lado. Também nós somos assim, aprendemos com os nossos erros. Deixamo-nos partir em certas zonas e sempre diferentes mas, deixamo-nos partir varias vezes.
Nós somos como um osso. - Leva tempo mas cura.
Como sabem este tipo de lesões deixam sempre marcas. - Nunca é a mesma coisa.
Eu posso dizer que já parti muitos ossos e também já ajudei a partir. Gostava de ser corajoso e ter partido mais ossos ainda. Mas não; escolhi ser cauteloso, apesar de nos tempos que correm não ser nada fácil.
Sei que tolerei bastante e também não fui fácil de tolerar. Tenho consciência disso. Mas levar engessado à espera de curar um osso é situação que não gostava de repetir.
Sei que ao abdicar desta porta resta-me o trilho da incerteza. Isolamento para sempre talvez. Gostava de ter coragem para a abrir. Mas não acho de momento motivo que me vença. Já passei a fase do aéreo de que tanto tenho saudades. Sinto que fujo de qualquer responsabilidade com medo que ela se transforme. Talvez a melhor coisa a fazer será abrir as asas e voar novamente. Ir aterrando de porto em porto. Seja ele seguro ou inseguro. Aterrar e levantar quando quiser.
Dos portos que conheço, o medo de aterrar até não é muito, mas prefiro pairar sobre eles para ter a certeza que consigo aterrar em segurança.
Criei valores muito altos para mim, então agora não aterro num porto por aterrar.

Está confuso eu sei. Todo o medo é confuso.
Ou talvez esta confusão me provoque medo…